Palavras vãs e coisas sem sentido

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Por favor, não diga mais nada. Não fale, porque, inexplicavelmente, dói demais ouvir. Passado o ímpeto, dói o enorme vazio que as palavras deixam, onde antes, na ausência de algo mais interessante, havia ao menos paz. Depois, é injusto que eu responda sozinha pela inconseqüência alheia. Tava tudo tranqüilo no meu mundo. Com que direito você vem e estraga tudo? Com que direito você, que mal chegou, invade as pequenas frestas que por descuido ou propositadamente não fechei? Não fale. Qualquer palavra proferida pode parecer inapropriada. Sobre uma coisa você estava certo, os sentimentos em mim costumam ser tão profundos que, às vezes, é quase insuportável senti-los. Eles escapam involuntariamente pelos poros e nada do que eu diga ou faça consegue exterioriza-los por completo. É... por incrível que pareça, eu sinto. Eu sinto. E muito. E sinto por sentir tanto. Aparentemente, no momento, eu sinto sozinha. E isso dói. Poderia ser diferente. Então não fale. Não venha dizer o que sabe ou o que não sabe sobre mim. Porque de mim eu já sei. Era de você que eu queria saber. Porque mais uma vez será em vão. Porque sempre existirá uma história. Sempre existirá um advérbio adversativo seguido de reticências, que por sua vez deixam infinitas possibilidades, onde pra mim sempre se confirma a mais surreal e a menos favorável delas. Sem sentimentos nobres, sem aqueles não tão nobres também. É exatamente igual a música, eu vi você passar por mim, levando o meu encanto. Me restou ficar aqui sendo auto-indulgente, pelo menos uma vez na vida, pra saber qual é a sensação. Até que tudo passe. Porque sempre passa. Não porque é você, mas porque sou eu.
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