Os tons de cinza.

domingo, 17 de maio de 2009

Na vida, nem tudo é branco e nem tudo é preto, existem também os tons de cinza. Tenho ouvido essa frase com uma certa constância, e me peguei pensando que, a não ser por uns breves momentos, a minha vida é emocionante demais para os tons de cinza. Cinza é sóbrio demais, é neutro demais, é tranquilo demais, é cinza demais. Igual a dia de chuva fina, em que você só quer ficar embaixo do cobertor, ouvindo os pingos de água cairem no telhado, sem maiores emoções. Eu passei na fila da emoção duas vezes. Prefiro o verde nos teus olhos (dos quais já falei tantas vezes) e todos os sentimentos que me tocam a alma, alegria ou tristeza. Prefiro mergulhar no azul do mar, pintar todo o azul do céu e encher o universo da vida que eu quis pra mim. Prefiro o vermelho dos beijos, que quase me queimam. Ou o vermelho dos velhos olhos, que enganam, sem querer, que parecem claros, frios, distantes e não têm nada a perder. Prefiro o yellow das estrelas, brilhando por mim e por tudo o que eu faço. O amarelo do submarino, vivendo sob as ondas. Prefiro a luz do sol, que doura a areia, que a folha traga e traduz em verde de novo, em folha, em graça , em vida, em força, em luz. Prefiro clarear muito mais, e me encantar pela cor lilás. Prefiro a cor do luar do sertão. Prefiro o moreno do corpo, delgado, da cor do pecado, que faz tão bem. Prefiro provocar, com a cor de rosa choque, ser a bela e fera, com um sorriso de quem nada quer. Prefiro o dia branco, se branco ele for. Esse tanto e esse canto de amor. Prefiro ser a ovelha negra da família. Prefiro o frágio, feio e aflito flicts. Prefiro quando tá escuro, e ninguém me ouve, ninguém me vê, e eu enxergo melhor. Me arrisco até a dizer que prefiro quando tá escuro, porque quando tá escuro tanto faz que cor tem, porque o preto é a ausência de luz. Prefiro o branco que é a mistura de todas as cores, que decomposto, por meio de um prisma, origina o arco-íris. Prefiro colecionar mais um soneto, outro retrato em branco e preto, a maltratar meu coração.Os tons de cinza, raros e preciosos momentos em que eu consigo acalmar meu coração.
"Pedro Henriqueeee, você quer apanhar?" Estou eu caminhando tranquilamente no shopping, quando escuto essa indagação de uma mãe ao Pedro Henrique, que devia ter os seus 4 anos de idade. Olhei pra Pedro Henrique e ri. Ele sorriu de volta. Não. Ele não queria apanhar. Nenhuma criança quer apanhar. E eu queria saber por que as mães insistem em perguntar isso. Será que elas realmente esperam uma resposta? Não, mãe. A menos que Pedro Henrique já seja uma criança cheia de seqüelas, eu duvido muito que ele goste de sentir dor. Então pare de perguntar.

Momento Besteirol Plus

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Vendo uma pessoa daquelas , a gente realmente pensa como a vida é injusta.
Ow rapaz, dá uma pena.

Mamiiii, para você.

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Alô mamãe!

É ela. E aquele sorriso que só ela sabe dar. Aquele em que os olhos ficam pequenininhos. E aquele jeito de olhar de lado, levantando a sobrancelha, dizendo: “A quem você pensa que está enganando?”. É ela. Que é tão humanamente perfeita, até onde o humano pode ser perfeito. Ela que tem o super poder de ler meus pensamentos. Que escuta, ali, quieta e pacientemente, todas as minhas crises existenciais, porque sabe que elas nunca duram mais que algumas horas. Ela que canta desafinado, inventando rimas desconexas. Ela que chora comigo quando eu choro. Que me abraça quando estou triste, e me abraça quando estou alegre. Ela que me dá força pra seguir adiante, mesmo que seguir adiante signifique estar fisicamente longe dela. Ela que dança comigo na rua. E me manda uma mensagem pra dizer o quanto eu estava linda. Ela que é minha maior inspiração, de quem tanto me orgulho. Ela, de quem a genética me fez carregar o tipo sanguíneo, as bochechas enormes, entre tantas outras coisas. Ela que faz tranças no meu cabelo e me chama de flor de formosura. Ela que conseguiu encarar a morte e voltar ainda mais viva. Ela a quem eu magoei tantas vezes. E que me perdoou todas as vezes, mesmo naquelas em que eu não pedi perdão. Ela que é a única que entende os dias em que estou muito, muito irritada. É ela, e aquele jeito de acolher todo mundo, de escutar todo mundo. Ela, para quem eu serei sempre a sua princesa, porque ela será sempre a minha bela rainha. O que posso mais dizer senão que amo essa mulher. Amo aquele amor incondicional. Aquele amor só por ser você quem é e eu quem sou. Aquele amor. Só amor.

De mãos dadas.

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Se eu tivesse que segurar as mãos de alguém seriam as suas. Aliás não imagino alguém que em sã consciência, consiga recusar as tuas mãos. Mas é que eu preciso de alguém que estenda as mãos pra mim primeiro, para que eu possa segurá-las.

Decifra-me ou te devoro

Uma obra de arte estranha aos olhos de um leigo, do tipo que só sabe que a obra é de um autor porque consegue ler o nome do fulano. Mas quando essa arte é interpretada é vista com os olhos da Sabedoria, Fidelidade, Amizade, Paixão e Paciência, é a mais magnífica do mundo. Essa arte que é para poucos e bem selecionados admiradores.
*Definição feita por um amigo.

About me...

Tão simples, que chega a ser complexa.
Tão complexamente simples.
Tão simplesmente complexa.
Alguma dúvida?

Eu mesma.
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