Um pouco de sutileza.

domingo, 19 de setembro de 2010

É porque ela preza pelo sutil. É que pra ela, falta ao mundo um pouco disso. Certa vez, leu que o excesso de sutileza cansa. Mas foi convencida de que a completa falta dela pode ser catastrófica. É preciso um pouco de sutileza para perceber as metáforas. Porque o mundo precisa ser decifrado e degustado aos poucos. A realidade nem sempre tem as cores que pintam. É preciso um pouco de penetração de espírito para esperar o momento certo, de falar, de ouvir e, principalmente, de calar. Cada palavra proferida pode nos levar por caminhos irreversíveis. Como diz o avô: "Na falta do que dizer, não diga nada". Então, é preciso sutileza para perceber o momento de parar. Da pausa para respirar. E depois seguir adiante. Sutileza para enxergar aquela tênue linha entre o agradável e o inconveniente. Sutileza para sentir o significado e a importância de cada gesto. Sutileza para entender que existem mais coisas entre o céu e a terra do que supõe a nossa vã filosofia. Para entender que cada coisa tem seu tempo. Talvez, a ela mesma, falte ainda um pouco de sutileza para perceber, entre outras coisas, o que a vida lhe reserva.

Da próxima vez...

sábado, 11 de setembro de 2010

Da próxima vez não me mande flores, ou cactos, ou qualquer coisa que viva (ou tenha vivido). Não que eu não goste. Aprecio o gesto. É bonito. Encantador. Diria até, comovente. Mas já está mais do que provado que não sei cuidar de outro ser vivo que não seja eu mesma. Aliás, aquela história de coração gelado, tá me soando bem verdadeira ultimamente. Tá vencendo pelo cansaço. Exceto pelo fato de que quando eu passo, a luz do poste acende, o que me dá uma ponta de esperança. Da próxima vez, faz o trivial. Sairemos pra jantar, ouviremos uma música agradável, beberemos algo, você contará histórias, dirá algumas coisas engraçadas, algumas palavras bonitas, nada muito meloso. Doce, bastará a sobremesa. A receita é infalível. Não inventa muito não. Nada de jurar amor eterno, nada de falar de paixão, de qualquer outra coisa que o valha. Muito complexo, pra um começo. E o resultado se compara a discutir política, futebol e religião. Ou seja, algumas (ou muitas) divergências, poucas conclusões e nenhum consenso. Da próxima vez, deixe para lá. Falaremos sobre amenidades. Sobre o tempo "maluco" que tá fazendo. Você dirá que achou bonita a cor das minhas unhas, mesmo que não faça idéia de que cor seja aquela, considerando a tua escala reduzida as sete cores do arco-íris, ou até menos, para o caso de você ser daltônico. Dirá que aquele jeans fica ótimo em mim. E que gosta do meu perfume. Só não vai dizer que é o mais cheiroso que sentiu. Porque aí eu já vou pensar que você tá mentindo. Faz isso. Não é pedir muito. Nem é tão difícil. No final da noite as coisas acontecem, na cadência de um beijo. "A gente não ama, mas finge que ama pra ver como seria se amasse". Sem pudores, sem grilos, sem urgência. No outro dia você me liga, perguntando se está tudo bem. Me deseja um bom dia e até a próxima vez. Amanhã é outro dia.

Mais uma vez...

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

... As borboletas. E rosas pra acompanhar.
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