pa-la-vra*

sexta-feira, 20 de julho de 2012

s. f.
Vocábulo provido de significação.
Faculdade natural de falar.
Oração, discurso; pregação, doutrina.
Arte da palavra, a retórica, a literatura.
Dom da palavra, a eloqüência.
De palavra, que cumpre o que promete: pessoa de palavra.
Só ter uma palavra, ater-se ao compromisso.
Medir (ou pesar) as palavras, tomar cuidado no que diz.
Dar palavra a, permitir (o presidente de uma assembléia) que alguém fale.
Pedir a palavra, solicitar permissão para falar, ou o direito de falar.
Direito de palavra, direito reconhecido a qualquer membro de corpo deliberativo de pedir e obter a palavra, nas condições previstas pelo regimento interno.
S.f.pl. Promessas vagas, discursos vãos (por opos. a ações, obras). (V. VOCÁBULO.)f.
Som articulado, que tem um sentido ou significação. Vocábulo; termo. Dicção ou frase. Afirmação. Fala, faculdade de exprimir as ideias por meio da voz. O discorrer. Declaração. Promessa verbal: não falto, dou-lhe a minha palavra. Permissão de falar: peço a palavra.
Loc. adv.
De palavra, de viva voz; oralmente.
Loc. adv.
Pela palavra, absolutamente, literalmente.Ter a palavra, ter permissão para falar numa assembleia.Ter palavra, cumprir alguém aquilo a que se obriga.Palavra de rei, firmeza no que se diz ou promete; qualidade de quem mantém o que diz.
Loc. adv.
Sim; com certeza.

*Fonte: Dicionário web.

Nunca tinha parado pra pensar no significado do verbete. Confesso: achei de uma poesia ímpar. Tão bem conceituado, sob tantas perspectivas, e por isso, nesse momento, elas me faltam. Acrescentaria aqui outros tantos significados, com aquela tal liberdade poética. Mas um, em particular, me escapa pelos poros, desde a última vez que aqui escrevi (e olhe que já faz tempo). Diria que palavra é aquilo que destrói com a mesma (ou até com mais) facilidade que constrói. Acredito sinceramente na força da palavra. Não na forma do “Segredo”. Mas no poder real da palavra, seja ela dita ou não dita. Já pensei em tantas coisas, já falei sobre outras tantas e, geralmente, não tenho medo das palavras, amante que delas sou. De uns tempos pra cá, me preocupa imensamente o que as pessoas ouvem quando falo. Mas como o (a) amante não pode ficar longe do ser amado, eis-me aqui. Outro dia, escrevi sobre a verdade: “há que se considerar que embora, para a maioria, falar, seja ainda a melhor opção, ouvir nem sempre é fácil. A verdade é detentora do poder de provocar reações diversas, esperadas e inesperadas. Há que se considerar o relativismo da consciência do emissor e do receptor. Em tempos em que o absoluto se torna obsoleto num piscar de olhos, é preciso muito cuidado. Qualquer ruído, por menor que seja, pode ser desastroso”. Aqui, substituiria facilmente “verdade” por “palavra”. Talvez porque consciente ou  inconscientemente, pra mim, elas se apresentam conjugadas. É, eu tive medo das palavras. Elas dependem tanto (ou mais) de quem as ouve, do que de quem as pronuncia. Então me calei. Outro dia, me deparei com a seguinte passagem de um livro que sempre me inspira: “Não soube compreender coisa alguma! Devia tê-la julgado pelos atos, não pelas palavras”... É que, às vezes, as palavras confudem. Humanos que somos. Também, pudera! Com tantos significados. Foi aí que aprendi a considerar os atos, quando elas me faltam. E deixo às palavras, muitas histórias pra contar.


Um comentário:

Luiz Sebastião Jr. disse...

E a escritora voltou! E voltou num mais elavado grau de sofisticação... e eu já preparando o bolo de um ano sem postagens... só pra contrariar. Seja bem vinda de volta à blogosfera... sentimos sua falta!

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